Oração de São Francisco de Assis
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna
terça-feira, 24 de novembro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Da Intolerância Religiosa ao Respeito Ecumênico da Fé
Autor: Raphael Cloux
Nos escritos sagrados e na oralidade religiosa a prática da harmonia, da tolerância, do respeito e valorização do ser humano em suas diversidades sempre esteve presente. As palavras de Jesus Cristo nunca incentivaram a negação do próximo - “Amai ao próximo como a ti mesmo”, nem tão pouco sua anulação, ao contrário, seu sentimento de piedade com o ser humano foi tão puro que perdoou seus próprios assassinos – “Meu pai tenha piedade, eles não sabem o que fazem.”
Se o próprio Jesus Cristo, um dos maiores exemplos da humanidade, foi capaz de pregar o bem para aqueles que lhe tiraram a vida, como podemos praticar a intolerância religiosa num Brasil e numa Bahia tão complexa e diferente? Quem pode ser capaz de julgar outra pessoa? – “Não julgue para não ser julgado”. Os ensinamentos dizem que para cada dedo apontado para o outro, existem pelo menos três apontados para si.
Parando para pensar bem, a humanidade sempre precisou das religiões para se comunicar com seu Deus. Assim foram os gregos e romanos, com suas mitologias que pairam sobre nosso imaginário até os dias atuais; os egípcios e suas divindades antropozoomorfas; os cristãos, com suas diversas igrejas; os judeus e muçulmanos, que mesmo sendo religiões irmãs, divergem tanto; os espíritas, kardecistas ou não, buscando respostas e auxílio em seus espíritos de luz; as religiões indígenas no Brasil, com seus belíssimos rituais do Toré para homenagear os espíritos de seus entes recém falecidos e as práticas de cura de alma e de corpo; além das religiões de matriz afro-brasileira, o Povo do Axé, que têm levado a cultura da Bahia para os quatro cantos do mundo, com sua rica história dos orixás (inquices e voduns) e sua bela liturgia.
As religiões sempre estiveram presentes na humanidade, pois foram as formas que os seres humanos tiveram para se comunicar com Deus. Com isso temos que o divino é o divino, e a religião, por mais que queira ligar (ou Religar) o ser humano ao divino, é uma criação do ser humano. Não sendo uma criação do divino, significa que Deus está presente em todas as religiões. De forma diferente, pois os seres humanos são diferentes e, por conseqüência, criam formas diferentes de se religarem ao divino.
Bom, e se Deus está presente em todas as religiões, por que ficam inventando que religião A é a melhor que B? Que religião X cultua o diabo, e a religião Y que é de Deus (apesar de só pregar a guerra entre seres humanos)? Isso acontece por causa de uma fragmentação enorme da sociedade capitalista que individualiza as pessoas e propaga uma falta de cultura da tolerância. Tolerar significa respeitar, não mudar de religião. Significa aceitar a sua crença para si e a do próximo para ele mesmo.
Na Bahia, infelizmente, isso não vem acontecendo, ao contrário, vemos algumas igrejas humilhando e ofendendo o Povo do Axé. Incentivando uma verdadeira Guerra Santa, cujo objetivo é tentar difamar uma religião milenar. O que não vai acontecer porque o Povo do Axé é resistente e se defende. Sofreram durante a escravidão porque era a religião do negro escravizado, e se o negro não era considerado gente, nada que viesse dele era bom, sua cor, seu cabelo, seus lábios, sua religião, sua cultura. Acabou a escravidão, mas continuou a discriminação e opressão com o Povo Negro. E o Povo do Axé sempre resistiu, ora cultuando seus orixás (inquices ou voduns) junto aos santos católicos, ora se embrenhando nas matas para fazer o Xirê escondidos da polícia, pois era crime. Nessa resistência o Povo de Santo vem lutando para não ser massacrado.
Mas será que é essa sociedade capitalista fundamentada em valores de intolerância, de perseguição, de crueldade com os seres humanos que queremos? NÃO!!!
Queremos uma sociedade que se fundamente no espírito solidário da diversidade dos seres humanos. Cada religião tem seu propósito e direito de congregar a sua fé! Não existe religião melhor do que a outra, nem tão pouco aquela que cultua o diabo! Devemos ser solidários a todas as religiões que se sentem perseguidas e discriminadas, pois é isso que defende o socialismo. O socialismo propaga o espírito de solidariedade e liberdade entre os seres humanos. Ser socialista é defender um Estado Laico e uma sociedade que valorize o Respeito Ecumênico da Fé.
Se o próprio Jesus Cristo, um dos maiores exemplos da humanidade, foi capaz de pregar o bem para aqueles que lhe tiraram a vida, como podemos praticar a intolerância religiosa num Brasil e numa Bahia tão complexa e diferente? Quem pode ser capaz de julgar outra pessoa? – “Não julgue para não ser julgado”. Os ensinamentos dizem que para cada dedo apontado para o outro, existem pelo menos três apontados para si.
Parando para pensar bem, a humanidade sempre precisou das religiões para se comunicar com seu Deus. Assim foram os gregos e romanos, com suas mitologias que pairam sobre nosso imaginário até os dias atuais; os egípcios e suas divindades antropozoomorfas; os cristãos, com suas diversas igrejas; os judeus e muçulmanos, que mesmo sendo religiões irmãs, divergem tanto; os espíritas, kardecistas ou não, buscando respostas e auxílio em seus espíritos de luz; as religiões indígenas no Brasil, com seus belíssimos rituais do Toré para homenagear os espíritos de seus entes recém falecidos e as práticas de cura de alma e de corpo; além das religiões de matriz afro-brasileira, o Povo do Axé, que têm levado a cultura da Bahia para os quatro cantos do mundo, com sua rica história dos orixás (inquices e voduns) e sua bela liturgia.
As religiões sempre estiveram presentes na humanidade, pois foram as formas que os seres humanos tiveram para se comunicar com Deus. Com isso temos que o divino é o divino, e a religião, por mais que queira ligar (ou Religar) o ser humano ao divino, é uma criação do ser humano. Não sendo uma criação do divino, significa que Deus está presente em todas as religiões. De forma diferente, pois os seres humanos são diferentes e, por conseqüência, criam formas diferentes de se religarem ao divino.
Bom, e se Deus está presente em todas as religiões, por que ficam inventando que religião A é a melhor que B? Que religião X cultua o diabo, e a religião Y que é de Deus (apesar de só pregar a guerra entre seres humanos)? Isso acontece por causa de uma fragmentação enorme da sociedade capitalista que individualiza as pessoas e propaga uma falta de cultura da tolerância. Tolerar significa respeitar, não mudar de religião. Significa aceitar a sua crença para si e a do próximo para ele mesmo.
Na Bahia, infelizmente, isso não vem acontecendo, ao contrário, vemos algumas igrejas humilhando e ofendendo o Povo do Axé. Incentivando uma verdadeira Guerra Santa, cujo objetivo é tentar difamar uma religião milenar. O que não vai acontecer porque o Povo do Axé é resistente e se defende. Sofreram durante a escravidão porque era a religião do negro escravizado, e se o negro não era considerado gente, nada que viesse dele era bom, sua cor, seu cabelo, seus lábios, sua religião, sua cultura. Acabou a escravidão, mas continuou a discriminação e opressão com o Povo Negro. E o Povo do Axé sempre resistiu, ora cultuando seus orixás (inquices ou voduns) junto aos santos católicos, ora se embrenhando nas matas para fazer o Xirê escondidos da polícia, pois era crime. Nessa resistência o Povo de Santo vem lutando para não ser massacrado.
Mas será que é essa sociedade capitalista fundamentada em valores de intolerância, de perseguição, de crueldade com os seres humanos que queremos? NÃO!!!
Queremos uma sociedade que se fundamente no espírito solidário da diversidade dos seres humanos. Cada religião tem seu propósito e direito de congregar a sua fé! Não existe religião melhor do que a outra, nem tão pouco aquela que cultua o diabo! Devemos ser solidários a todas as religiões que se sentem perseguidas e discriminadas, pois é isso que defende o socialismo. O socialismo propaga o espírito de solidariedade e liberdade entre os seres humanos. Ser socialista é defender um Estado Laico e uma sociedade que valorize o Respeito Ecumênico da Fé.
Marcadores:
Ecumenismo,
Fé,
Inolerânca Religiosa,
Socialismo
sexta-feira, 17 de julho de 2009
terça-feira, 14 de julho de 2009
Evo Morales diz saber de papel dos EUA em golpe em Honduras

MONTEVIDÉU (Reuters) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, reiterou na segunda-feira acusações contra os Estados Unidos pelo golpe de Estado em Honduras e disse ter informação sobre a participação da potência na derrubada do mandatário Manuel Zelaya.
Morales, de visita por algumas horas no Uruguai, havia comentado dias atrás que também houve narcotraficantes vinculados à manobra.
"Tenho informação de primeira que o império, mediante o Comando Sul dos Estados Unidos, fez um golpe de Estado em Honduras", disse Morales a jornalistas em Montevidéu, sem dar mais detalhes.
Depois de uma reunião, o mandatário boliviano e o presidente Uruguai, Tabaré Vázquez, emitiram um documento conjunto em que apoiaram Zelaya e disseram não reconhecer nenhuma outra autoridade em Honduras.
Zelaya foi sequestrado e expulso do país no final de junho, em um golpe de Estado encabeçado por militares.
"É uma agressão, uma provocação do império. Com Tabaré Vázquez expressamos nossa solidariedade e apoio ao presidente Zelaya. Os dois países não vamos reconhecer nenhum outro presidente", disse Morales.
O mandatário deposto disse na segunda-feira que a mediação para resolver a crise em Honduras fracassará se o governo interino de Roberto Micheletti não aceitar restituí-lo no cargo após um encontro previsto para o fim de semana.
O governo de Micheletti mostra-se inflexível ante à possibilidade de que Zelaya regresse ao poder em seu país, deixando pouca margem de manobra ao presidente da Costa Rica, Oscar Arias, mediador das conversações.
Zelaya conta com o respaldo dos governos da região, entre eles o do venezuelano Hugo Chávez, que pediu aos Estados Unidos que tome ações para mostrar seu compromisso com a restituição do presidente deposto.
O hondurenho foi expulso de seu país no mesmo dia previsto para a convocação de uma consulta popular que abriria caminho para sua reeleição.
(Reportagem de Conrado Hornos)
Morales, de visita por algumas horas no Uruguai, havia comentado dias atrás que também houve narcotraficantes vinculados à manobra.
"Tenho informação de primeira que o império, mediante o Comando Sul dos Estados Unidos, fez um golpe de Estado em Honduras", disse Morales a jornalistas em Montevidéu, sem dar mais detalhes.
Depois de uma reunião, o mandatário boliviano e o presidente Uruguai, Tabaré Vázquez, emitiram um documento conjunto em que apoiaram Zelaya e disseram não reconhecer nenhuma outra autoridade em Honduras.
Zelaya foi sequestrado e expulso do país no final de junho, em um golpe de Estado encabeçado por militares.
"É uma agressão, uma provocação do império. Com Tabaré Vázquez expressamos nossa solidariedade e apoio ao presidente Zelaya. Os dois países não vamos reconhecer nenhum outro presidente", disse Morales.
O mandatário deposto disse na segunda-feira que a mediação para resolver a crise em Honduras fracassará se o governo interino de Roberto Micheletti não aceitar restituí-lo no cargo após um encontro previsto para o fim de semana.
O governo de Micheletti mostra-se inflexível ante à possibilidade de que Zelaya regresse ao poder em seu país, deixando pouca margem de manobra ao presidente da Costa Rica, Oscar Arias, mediador das conversações.
Zelaya conta com o respaldo dos governos da região, entre eles o do venezuelano Hugo Chávez, que pediu aos Estados Unidos que tome ações para mostrar seu compromisso com a restituição do presidente deposto.
O hondurenho foi expulso de seu país no mesmo dia previsto para a convocação de uma consulta popular que abriria caminho para sua reeleição.
(Reportagem de Conrado Hornos)
Assinar:
Postagens (Atom)